Araras, 24 de abril de 2017

            Peço licença aos leitores assíduos, do esporte amador de Araras, para resgatar uma história que todos já conhecem, mas que é sempre bom...

            Peço licença aos leitores assíduos, do esporte amador de Araras, para resgatar uma história que todos já conhecem, mas que é sempre bom relembrá-la. Há mais de dois mil anos, um rei deixou seu trono e seu lar para viver uma vida perigosa e incerta nesse mundo. Veio como menino, pobre em seu berço, numa estrebaria, era mais pobre que o berço de qualquer um de nós. Viveu como ajudante de carpinteiro, na cidadezinha de Nazaré, e nunca frequentou uma escola. A natureza foi o seu livro de estudo, e sua mãe a única professora, mas aprendeu tanto, que deixou maravilhados os sábios e doutores de Jerusalém, quando, aos 12 anos, visitou o templo.

            Como homem era simples, bondoso e puro. Compadecia-se de todos os sofredores, e os ajudava. Era assim o salvador Jesus. Mas nenhum ser humano lembrou-se de formar guarda de segurança para Ele.

            Apesar de ser mais rico que qualquer rei da terra, nunca andou de carruagem, de carro ou mesmo de bonde. Viajava quase sempre a pé, algumas vezes de barco e uma vez andou em um jumento (você se sentiria muito honrado se viajasse como Ele viajou? Creio que não!).

            Mas Ele não buscava honrarias, não buscava fama, sua preocupação constante era ser um exemplo para todos. Antes de iniciar seu ministério neste mundo, desejou ser batizado. O batismo representa arrependimento dos pecados e conversão, mas o Salvador Jesus não havia pecado. Nele não havia mancha alguma. Desejava apenas que seu batismo fosse exemplo para o batismo de outros.

            Pra isso, deixou Nazaré da Galiléia, e dirigiu-se ao Rio Jordão. Fazia por esse tempo, 30 anos que andava neste mundo. A principio, João Batista não quis batizá-lo. Ele disse a Jesus: ‘Eu careço ser batizado por Ti e vens Tu a mim?’ Mas Jesus lhe respondeu: ‘Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda justiça’.

            Então, ambos desceram para a água. Ao terminar o batismo, ele ajoelhou-se para orar, às margens do rio. O céu abriu-se e os que ali estavam, viram descer o Espírito Santo como uma pomba e uma voz melidiosa e clara, que disse: ‘Este é o Meu Filho amado, em quem me comprazo’. Nesse momento, uma resplandecente luz iluminou-lhe todo o ser. Depois Ele foi levado para o deserto. Jesus queria morar na quietude daquele lugar solitário. Queria meditar e preparar-se para sua grande missão. Ali passou os dias sem nenhum alimento. Quando, após esse período, Satanás o supunha fraco e fácil de ser derrotado, aproximou-se Dele com terríveis tentações. Jesus resistiu com firmesa e expulsou Satanás de sua presença.

            Desse modo, demonstrou que nós também podemos resistir a Satanás, quando ele tenta fazer o mal, a satisfazer nossa vaidade ou vontade caprichosa. Diz Ele, pela boca de um de seus servos: ‘Resistir ao diabo ele fugirá de vós’.

            Jesus jamais procurou exaltação própria. Não transformou pedras e pães quando foi tentado fazê-lo, para satisfazer sua fome em vaidade. Mas algum tempo mais tarde, quando 5 mil pessoas sentiram fome, operou um grande milagre, alimentando-as com cinco pães e dois peixes e todos voltaram satisfeitos para seus lares.

            Seu mistério em favor dos homens de três anos e meio apenas. Contudo, nesse espaço de tempo, fez pela humanidade, que São João, o evangelista, disse Dele: ‘Há porém muitas coisas que Jesus fez. Se todas fossem relatadas, uma por uma, creio eu, nem o mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos’.

            Continua…

 

Tributo à Saudade

            Emoção, recordação, vida, musicalidade e poesia. Serão homenageados José Dante Rodini, Victorio Arthur Corrocher, Hélio Ferreira da Silva, Angelo Cressoni, Jorge Assumpção e Vicente Blanco.

            Mais uma edição do Tributo à Saudade será no próximo dia 28 de abril, na Casa da Memória Araras Pedro Pessoto Filho. Evento gratuito.

Walter Gambini

Nenhum comentário por enquanto.

Seja o primeiro a comentar.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *