Araras, 26 de setembro de 2016

O jovem Pedro Luiz Mendes das Chagas, 28, é a 12a vítima de homicídio doloso (quando há intenção de matar) este ano, em Araras,...

O jovem Pedro Luiz Mendes das Chagas, 28, é a 12a vítima de homicídio doloso (quando há intenção de matar) este ano, em Araras, sendo o 10o caso registrado na cidade em 2012. Ele havia saído da Penitenciária 1 de Itirapina na terça-feira (17) e foi encontrado morto com seis perfurações de arma de fogo, em uma estrada rural próxima à Usina de Reciclagem, na zona leste, na quinta-feira (19), por volta das 14h, por um popular. A pessoa chamou a Guarda Municipal ao ver o corpo no chão, de barriga para cima.
Segundo o Boletim de Ocorrência, o pai da vítima relatou que a família aguardava o retorno do rapaz, que ainda não tinha ido para casa depois de sair da cadeia, onde cumpria pena por tráfico de entorpecentes. O alvará de soltura foi encontrado no bolso de Chagas no momento da retirada do corpo. Foi o próprio pai quem fez o reconhecimento do corpo no Instituto Médico Legal (IML). A perícia técnica de Limeira esteve no local e constatou perfurações de bala nas regiões do tórax, abdômen, nádegas e pernas.
De acordo com a Polícia Civil, o local é um ponto característico de local em que o crime organizado costuma matar ou desovar desafetos. “Por isso trabalhamos com a possibilidade de desentendimento dele com o crime organizado”, explica o delegado Tabajara Zuliani dos Santos, responsável interinamente pelo 2o Distrito Policial.

Não há suspeitos por enquanto
A polícia ainda não tem pistas sobre o autor do homicídio, já que o local é isolado. O corpo estava no meio do canavial. “É um lugar ermo, onde a gente tem muita dificuldade de encontrar testemunhas. Não passa ninguém praticamente lá”, justifica. “Nesse tipo de caso, a gente conta muito com a ajuda da família e de denúncias pelo 197”, afirma.
Para o delegado, as observações feitas no local apontam para a possibilidade da vítima ter sido morta naquele ponto. “Temos que esperar a perícia dar o laudo, mas pelo que vi, deve ter ocorrido lá mesmo. Não encontramos marcas de arrastões no local”, diz.
O endereço do rapaz constava como rua Valdemar Cressoni, no Jardim Ouro Verde. Ele foi sepultado na manhã de ontem (20), no Cemitério Municipal.

Célio Casarin