A Prefeitura indeferiu por duas vezes seguidas nos últimos dias o alvará de funcionamento de uma feira de malhas que se instalou na rua dos Cedros, no Jardim Belvedere, zona sul da cidade. A feira estava programada para abrir sábado (23) e funcionar até dia 1o de julho, com 41 comerciantes que querem vender malhas vindas de Jacutinga e Monte Sião/MG, Socorro, Lindóia e Campos do Jordão/SP. Os organizadores, da empresa Prestige Promoções e Eventos Ltda., de São José dos Campos/SP, recorreram à Justiça para reverter a situação.
Segundo Florivaldo Adorno de Oliveira, engenheiro da secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, o alvará foi indeferido pela primeira vez na quinta-feira (21), porque a empresa responsável pela feira não havia apresentado laudos do Corpo de Bombeiros, da Vigilância Sanitária (já que há estandes que comercializam alimentos), não havia feito caução relativa a impostos, não disponibilizava vagas para estacionamento (a feira é num estacionamento de um centro comercial existente na esquina da rua dos Cedros com a avenida Padre Alarico), não havia pleitado funcionamento até 22h (horário especial) e, ainda, sob a justificativa de que o uso do imóvel para essa finalidade não seria permitido.
O proprietário da Prestie, Cláudio Roberto Bernardo obteve o laudo dos bombeiros e da VS e fez um depósito caução no valor de R$ 8 mil para a Prefeitura e foi então à Justiça pedir uma liminar para abrir a feira. O juiz da 1a Vara Cível de Araras, Guilherme Salvatto Whitaker negou a liminar por, segundo Bernardo, entender que ainda restavam pendências a serem sanadas.
Ontem Bernardo recorreu à Prefeitura, que manteve o indeferimento. “Eles retiraram do indeferimento os itens que nós cumprimos e agora vamos à Justiça novamente pedir que o juiz reconsidere”, disse Bernardo ontem no começo da noite. O juiz poderia decidir ainda ontem se concedia ou não a liminar ou então deixar a decisão para hoje (terça).
Impasse
Sábado e domingo chegou a haver confusão em frente ao prédio onde foi instalada a feira. Perto do horário da abertura – 14h – muita gente se aglomerava no local dizendo estar esperando para fazer compras. Um fiscal da Prefeitura e viaturas da Guarda Municipal permaneceram de plantão para garantir o cumprimento da ordem do município.
Na Prefeitura as informações sobre o indeferimento do alvará foram estritamente “técnicas” mas Tribuna apurou que comerciantes da cidade já teriam pressionado o prefeito Nelson Brambilla (PT) para que não permitisse esse tipo de comércio em Araras. Ele não foi procurado para comentar o caso. O comércio itinerante é passível de permissão desde que observadas leis específicas em cada município. (Ana Maria Devides)
Estranho, os comerciantes de Araras não baixam seus preços para concorrer, só querem lucrar muito.
Para que proibir? O comércio de Araras é uma porcaria mesmo, a muito tempo não compre em Araras, por dificuldade de achar o que eu quero. O povo ararense precisa de mais opções. Se tem qualidade e o preço é bom, deixa o pessoal vender. Será que todo o comércio de Araras está regular?
Respondendo ao Marcos, garanto pra voce que muitas lojas de Araras compram sem Nota Fiscal na 25 de Março em São Paulo, e depois vendem aqui para os trouxas de Araras.Concordo com voce o comércio de Araras tá uma porcaria (não ofendendo os porcos é claro)
Todos os comentários estão cobertos de razão.Porque proibir? Nosso comércio tá uma droga .A feira só foi proibida porque estamos em ano eleitoral.
todos tem razão, tando a Prefeitura quanto aqueles interessados na compre, mas há de se comentar que a Prefeitura atuou com tolerância zero para um caso relativamente simples e deixa de atuar assim com bares em situação de irregularidade, que aliás em tempo de parcerias políticas em busca de voto não fará, mesmo. E os esqueminhas continuam….
palhaçada da prefeitura