Araras, 25 de maio de 2017

O sistema de monitoramento com câmeras deve ser ampliado pela Prefeitura, que estuda criar uma central em uma sala no Casarão da Cultura. A... Monitoramento com câmeras pode custar R$ 400 mil
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Imagens captadas pelas Câmeras do Lago Municipal serão recebidas em central de monitoramento que será criada no Casarão da Cultura
(Crédito: Cristiano Leite/Tribuna)

O sistema de monitoramento com câmeras deve ser ampliado pela Prefeitura, que estuda criar uma central em uma sala no Casarão da Cultura. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Civil, Moisés Furlan, que prevê abertura do processo de licitação ainda no primeiro semestre deste ano.

Furlan visitou há 15 dias o centro de monitoramento da GCM (Guarda Civil Metropolitana) na cidade de São Paulo para conhecer o sistema. De acordo com o secretário, a meta é criar uma central semelhante para auxiliar na fiscalização da segurança pública e impedir furtos e roubos na região central. O mesmo sistema também vai monitorar o trânsito e a futura zona azul, além de incluir a defesa civil.

Tal projeto foi promessa do prefeito Pedrinho Eliseu (PSDB) durante sua campanha com o projeto cidade inteligente. Na época, Pedrinho explicou que o projeto consistia em utilizar a tecnologia nos serviços oferecidos para a população e que inclui a segurança pública.

Porém, o investimento é considerado muito alto em sua totalidade e por isso será implantado em fases, conforme prevê o próprio secretário de Segurança Pública. Para Tribuna, Furlan explica que a primeira fase consiste em criar a central de monitoramento com sistema conhecido como vídeo wall – que são telas de alta tecnologia instaladas uma ao lado da outra até formar um telão.

A central contará com 15 monitores de até 47 polegadas, computadores e demais aparelhos eletrônicos de última geração. “O sistema vídeo wall é novidade na segurança pública nas cidades da região”, informa Furlan.

O investimento inicial previsto é de R$ 400 mil e inclui compra de cabos específicos, fios e instalação de todo o sistema. Câmeras de monitoramento que já existem em alguns pontos como a Estação Rodoviária Padre João Modesti, Parque Municipal Fábio da Silva Prado (Lago) e a Paço Municipal devem ser aproveitadas.

Ainda de acordo com Furlan, o investimento inclui também a manutenção de algumas câmeras que existem no Lago Municipal. “Faltou manutenção e muitas pararam de funcionar, por isso a necessidade do investimento”, explica.

O secretário também explica que a criação de uma central é importante, pois atualmente as imagens captadas pelas câmeras existentes são fracionadas. “O Lago tem sua sala de monitoramento, a rodoviária e prefeitura também, o que não é ideal. Para agilizar o atendimento de uma ocorrência é preciso ter a central”, disse.

Como citado, a central de monitoramento será implantada em uma sala no Casarão da Cultura, localizado na Praça Monsenhor Quércia (Calçadão), Centro. No mesmo local funcionará um plantão da Guarda Municipal e que inclui o Demutran (Departamento Municipal de Trânsito) e a Defesa Civil.

Câmeras serão instaladas na Praça Barão

Consta na primeira fase do projeto a instalação de câmeras de monitoramento em toda a extensão da Praça Barão de Araras e do Calçadão. Furlan disse que, inicialmente, a meta é instalar entre seis e sete, todas com alta tecnologia e amplo zoom.

“Cada câmera tem capacidade de captar imagens em uma raio de até dois quilômetros, o que permite abranger ampla área da praça e dos arredores”, detalha. O secretário enfatiza que com o monitoramento será possível inibir ação de roubos e furtos e crime conhecido como saidinha de banco – quando o criminoso rende a vítima depois que ela sai com determinada quantia em dinheiro.

“A segunda fase do projeto inclui instalar câmeras em outras ruas da região central como a Júlio Mesquita e a Tiradentes, por exemplo. Além de fiscalizar o crime, elas também serão utilizadas na fiscalização da futura zona azul e que deve começar a operar em até 40 dias”, explica.

Guardas municipais, agentes do Demutran e da Vepan (Vigilância Patrimonial) vão trabalhar na central de monitoramento e Furlan afirma que, por enquanto, não será preciso contratar mão de obra.

O projeto cidade inteligente também inclui a instalação de câmeras de monitoramento em todas as entradas e saídas de Araras e sistema semelhante já existe em Limeira e ajudou a reduzir furto e roubo de veículos. Porém, Furlan pondera que ele será implantado à longo prazo.

“É um sistema de alto custo e que demanda manutenção. Importante citar que para ter a muralha é preciso ter uma central de monitoramento e hoje a cidade não possui uma. O primeiro passo será sua criação”, finaliza.

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Tiago Penteado Repórter de Segurança, Meio Ambiente e Tribuna no Bairro.

Contato: tiago@tribunadopovo.com.br

  • carlos

    21 de abril de 2017 #1 Author

    O Secretario fala em alto custo, mas não divulga o valor total do projeto.
    Na primeira fase 400 mil.
    Considerando o gasto de 200 mil em ovos de páscoa, 400 mil em segurança não é tão alto.
    O que tem que ser feito pela SOCEDADE é um acompanhamento dos gastos, com a divulgação das despesas.
    Já está na hora das entidades da sociedade local, por exemplo CREA, OAB, faculdades, etc, criarem o OBSERVATORIO SOCIAL local, como já existe em diversas cidades´, com o apoio do ministério público e tribunal de contas.
    Ai acaba o jogo de números da Prefeitura, que tira 200 mil para ovos de pascoa sem avisar ninguém, sem reclamar do valor, e reclama em INVESTIR em segurança.

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