Araras, 16 de agosto de 2018

    A baixa cobertura vacinal vem motivando alertas do Ministério da Saúde para o risco de reintrodução de doenças já erradicadas no Brasil,... Mesmo sem casos, Araras tem risco para poliomielite
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Em agosto cidade vai integrar nova campanha nacional de vacinação contra a paralisia infantil

 

A baixa cobertura vacinal vem motivando alertas do Ministério da Saúde para o risco de reintrodução de doenças já erradicadas no Brasil, como a Poliomielite. E embora mais crianças tenham sido vacinadas contra a doença no município no ano passado na comparação com 2016, pelos parâmetros do Ministério estão sob risco todos os municípios onde a cobertura foi menor do que 95%.

Em Araras, em 2016, segundo a Coordenação Geral do Programa de Vacinações do Ministério da Saúde, a vacinação contra a Poliomielite alcançou 60,8% das crianças alvo da campanha – que são de idades entre seis meses e cinco anos incompletos. Já em 2016, a cobertura aumentou consideravelmente, para 80,6%, conforme a Secretaria Municipal de Saúde.

A cidade não registra nem mesmo casos suspeitos da doença. Em agosto, acontece a campanha de vacinação, mas o risco apontado pelas autoridades federais de saúde é relacionado não só ao número cada vez menor de crianças vacinadas, mas também ao número de casos registrados no mundo, que vem crescendo, assim como às situações de grande trânsito de pessoas, incluindo refugiados, de uma região do Planeta para outra.

Casos aumentando no mundo

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2016 o mundo registrou 42 casos de Poliomielite. Já no ano passado, foram 96 casos. Ao todo, em março deste ano, segundo o Ministério da Saúde, a Poliomielite já estava presente em 22 países – Afeganistão, Nigéria, Paquistão, Camarões, República Centro Africana, Chade, Guiné Equatorial, Etiópia, Guiné, Iraque, Quênia, República Democrática Popular do Laos, Libéria, Madagascar, Myanmar, Niger, Serra leoa, Somália, Sudão do Sul, Ucrânia, Síria e República Democrática do Congo.

A doença está chegando cada vez mais perto do Brasil. No último dia 8 de junho, a Opas (Organização Panamericana de Saúde) enviou um alerta para os países da região, devido à detecção de um caso da doença na Venezuela, país em profunda crise política e econômica, de onde partem milhares de pessoas, diariamente, em busca de abrigo, inclusive no Brasil. As autoridades federais de saúde têm montado esquemas especiais de acolhida e vacinação para essa população, que também vem sofrendo com surto de sarampo.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, em 2017 a cobertura da vacina Tríplice Viral (Sarampo/Caxumba/Rubéola) foi de 77,26%; e a da vacina DTP (Difteria/Tétano/Coqueluche) foi de 75%.

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Motivações contra as vacinas

A queda nas coberturas vacinais, que vem gerando preocupação também com os riscos da reintrodução do sarampo, rubéola, difteria e coqueluche, é atribuída por especialistas, em parte, ao próprio sucesso das campanhas de imunização já realizadas. Em entrevista ao portal Panorama Farmacêutico, o pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, disse que as vacinas são “vítimas do próprio sucesso”.

Já que as amplas campanhas de vacinação foram mantendo a população cada vez mais a salvo de diversas doenças, o receio de contraí-las diminuiu. “A cultura do ser humano é de se vacinar quando há um risco iminente. Quando ele não enxerga esse risco, não trata como prioridade, o que é um equívoco”, diz ele.

Medo de reações adversas atribuídas a algumas vacinas e até mesmo uma corrente que defende, sobretudo em meios digitais, que as vacinas exporiam as pessoas a outras infecções, sendo prejudiciais – o que não tem base científica aceita pelas autoridades de saúde, também compõem o cenário de redução das coberturas.

A reportagem da Tribuna fez uma espécie de ‘enquete informal’ pelo Facebook para aferir, ainda que de maneira superficial, a visão de pais sobre o assunto. A apuração não encontrou propriamente quem admitisse não ter vacinado os filhos contra a poliomielite, por exemplo. Mas encontrou quem afirme não ter dado a segunda dose da vacina Pentavalente, contra o Rotavirus, aplicada em duas ou três doses. E. F., disse que seu bebê teve reação por 21 dias, após tomar a primeira dose. “Apresentou fezes com sangue. Então não darei a segunda dose jamais”, diz ela.

Outra mãe, M.S., também afirmou que não levou a filha para a segunda dose. E houve, também, outros internautas que mencionaram não terem tomado a vacina contra a gripe, por medo da reação ou por “serem contra”. (AMD)

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Rebeca Petrucci

  • cezar monteiro

    28 de julho de 2018 #1 Author

    TEMOS QUE MOSTRAR A VERDADE NUA E CRUA PARA AS PESSOAS TOMAREM CONSCIÊNCIA DO ESTRAGO QUE ESSA MALDITA DOENÇA PODE TRAZER….. INFELIZMENTE A IGNORÂNCIA PREDOMINA. VAMOS LUTAR.

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