Araras, 28 de julho de 2017

“Se você quer ficar com alguém, vá para a faculdade. Se você quer uma educação, vá à biblioteca”. (Frank Zappa)   Já me perguntei...
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“Se você quer ficar com alguém, vá para a faculdade. Se você quer

uma educação, vá à biblioteca”. (Frank Zappa)

 

Já me perguntei no mínimo 100 vezes como seria viver se não existisse música. E uma centena de vezes respondi a mim mesmo que seria trágico, visto que a música é tão vital quanto o ar que respiro.

É óbvio que tem gente que não gosta da arte cuja invenção confunde-se com o estabelecimento do homem no planeta. Porém, as exceções devem raríssimas, incomuns a ponto de caberem num infográfico diagramado no quarto de página de qualquer jornal ou revista.

O tema “música” não capota nessas mal traçadas linhas como Pilatos capotou no Credo. Como se dizia no tempo do Onça, ledo engano de quem cogitar tal casualidade.

Ao revirar minutos atrás meus vulcanizados registros cerebrinos, fiquei sabendo que o Brasil reconhece esse lavajático 13 de julho de 2017 como sendo o Dia Mundial do Rock’n’roll, estilo musical que nasceu da misturança dos gêneros musicais norte-americanos country, gospel, R&B e blues.

Para quem teve os sonhos de garoto alimentados por Carl Perkins, Jerry Lee Lewis, Elvis Presley, Little Richard, Bill Halley, Fats Domino e Chuck Berry, a estimulante comemoração enseja boas perspectivas de ser ruminada na forma de saudade. Boiando na tona de inafastáveis recordações, aquela que assegura um cobertor para enfrentar, 60 anos depois, a fria realidade do outono da vida: éramos felizes e sabíamos.

E como hoje é Dia de Rock — nome do programa comandado por Jair de Taumaturgo na Rádio Mayrink Veiga do Rio de Janeiro, lembram-se crianças? — vou bater meu bumbo, incorporar o santo e conversar com Frank Zappa, roqueiro que, além de iluminado cantor e guitarrista, esteve sempre dois passos à frente de quem imaginava que ele tinha cabeça só para segurar chapéu.

Nossa conversa foi psicografada ao som de Don’t eat the yellow snow. Seguem-se alguns trechos do bate-papo com o além.

— Olá, Frank. Você disse certa vez que a música não tem o poder de influenciar ninguém. Confirma?

— Não só confirmo como também reafirmo. No mundo existem mais músicas falando sobre amor do que falando sobre qualquer outra coisa. Se músicas influenciassem as pessoas, estaríamos nos amando uns aos outros.

Aponto novamente o lápis, apanho outro pedaço de papel e pergunto qual a razão de ele insurgir-se contra o ensino convencional.

— Veja bem, se você acabar com um vida tediosa e miserável porque você ouviu seus pais, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece.

Objetivamente falando, se você quer ficar com alguém, vá para a faculdade. Se você quer uma educação, vá à biblioteca.

— O que dizer dos jornalistas que escrevem sobre o Rock’n’roll?

— Um repórter de rock é um jornalista que não sabe escrever, entrevistando gente que não sabe falar, para pessoas que não sabem ler.

— E o ser humano, Frank?

— Alguns cientistas acreditam que o hidrogênio, por ser tão abundante, é o elemento básico do universo. Eu questiono este pensamento. Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo.

E assim manifestando, deu os trâmites por findos, não sem antes consignar por intermédio de minha mediunidade alimentada com bons goles de um legítimo Pinot Noir:

Bom dia!

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Milton Triano

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