Araras, 16 de agosto de 2018

Entregue em março de 2012, o condomínio  Arnaldo Mazon, construído pelo programa Minha Casa, Minha Vida, já apresenta risco de desmoronamento devido a problemas... Entregue há 6 anos, condomínio popular corre risco de desmoronar
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Representantes da Defesa Civil, Habitação e Segurança Pública estão preocupados com problemas no condomínio Arnaldo Mazon. Cristiano Leite/Tribuna

Entregue em março de 2012, o condomínio  Arnaldo Mazon, construído pelo programa Minha Casa, Minha Vida, já apresenta risco de desmoronamento devido a problemas estruturais, segundo as Secretarias da Habitação, Segurança Pública e Defesa Civil de Araras. Os representantes destas pastas se reuniram nesta segunda-feira (23) para discutir as ocorrências registradas no local.

O condomínio, localizado na Avenida Presidente Costa e Silva, no Narciso Gomes, foi o primeiro conjunto habitacional construído pelo programa de moradia federal e possui 368 apartamentos, divididos em 92 blocos. Logo após a entrega das chaves, os moradores começaram a relatar problemas de vazamentos e infiltrações.

“Alguns apartamentos apresentam rachaduras, trincas, deslocamento de laje, vazamento de esgoto, e a Defesa Civil está vistoriando os imóveis e fazendo um levantamento a nosso pedido, uma vez que fomos acionados pelos moradores. Os problemas não vem de agora, os relatos ocorrem praticamente desde a entrega”, explicou o secretário de Habitação, Felipe Castro.

As obras foram realizadas pela Construtora e Engenharia Modulus, de Araraquara, sob supervisão da Caixa Econômica Federal (responsável inclusive pela contratação da construtora). Esta mesma empresa também executou as obras do Residencial Victorio Arthur Corrocher, construído na Rua João Buzo, no Jardim Nova Olinda.

Questionada sobre os problemas, a Caixa informou que no momento de entrega dos imóveis todos os beneficiários fizeram vistorias nas unidades e atestaram que o imóvel estava em conformidade.

“A Caixa informa que mantém ativo o canal De Olho na Qualidade, do Programa Minha Casa Minha Vida, pelo 0800-721-6268, onde devem ser registradas dúvidas, reclamações e outras ocorrências, gratuitamente. A partir desses registros, eventuais problemas estruturais são tratados pela área de engenharia da Caixa, junto às construtoras responsáveis pelos empreendimentos. Atualmente não existem demandas em aberto para o empreendimento Arnaldo Mazon. Nas últimas vistorias realizadas não foram identificados problemas estruturais neste empreendimento, no entanto foram constatadas obras irregulares no condomínio, tendo sido repassadas orientações pertinentes ao condomínio e à Prefeitura”, informou em nota oficial.

Entretanto, ainda segundo Castro, alguns dos problemas apresentados são difíceis de serem identificados a olho nu. “São problemas ocultos que não aparecem de imediato, vem por deterioração do tempo, mas ao que tudo indica é uma questão de falha estrutural. Mas só podemos afirmar quando tivermos laudos”, emendou.

A princípio as obras de correção dos problemas nos apartamentos devem ser arcadas pelos próprios moradores.

“Os empreendimentos possuem acompanhamento da instituição durante cinco anos após sua entrega, quando há cobertura de garantias de vários itens construtivos. Conforme contrato de alienação fiduciária assinado com os respectivos beneficiários, é de responsabilidade dos moradores e da gestão condominial   toda e qualquer intervenção necessária quanto a obras e reparos de manutenção para garantia e bom uso dos imóveis”, finaliza o comunicado.

A Prefeitura acredita que quem deverá imputar responsabilidades sobre a obrigação e regularização das obras é a Justiça.

“Neste momento a Prefeitura está recebendo as denúncias e encaminhando para a Caixa e Jurídico para que as medidas cabíveis sejam tomadas”, finalizou o secretário de Habitação.

No que se refere à obras realizadas pela Prefeitura dentro do empreendimento, não existem problemas, apenas foram realizados no local intervenções emergenciais, que serão cobradas da própria Caixa.

“ Acionamos o Saema para consertar emergencialmente o vazamento de esgoto de alguns apartamentos que estavam indo para a rua e isso é uma questão de saúde pública. Mas este serviço foi informado e será cobrado devidamente da Caixa”, disse Castro.

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Rebeca Petrucci

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