Mulheres e homens, algumas com pouca roupa, marcharam pelas ruas do Centro de Araras na manhã do último sábado (8). O evento marcou a primeira Marcha das Vadias de Araras e contou com a participação de pessoas das cidades de Leme, Rio Claro, Limeira e também Ribeirão Preto. De acordo com a organização do evento, 100 pessoas participaram da manifestação.
A concentração começou por volta das 9h da manhã na praça Monsenhor Quércia (Calçadão). Quem passou pelo local pode conferir os cartazes confeccionados pelos participantes, com mensagens contra a agressão física e moral contra as mulheres, negros e homossexuais. Outra cena, característica deste tipo de marcha, que acontece em várias cidades do mundo, foi a presença de homens e mulheres com pouca roupa. Duas integrantes praticaram o conhecido “topless” e marcharam com os seios de fora em pleno Centro de Araras.
De acordo com Nathaly Petric, integrante da organização do evento, a primeira marcha em Araras atingiu seu objetivo, que era chamar a atenção contra a violência. Por onde passava a marcha atraia o olhar dos curiosos. Segundo Patric, este fator aumentou o poder de luta dos presentes. “Foi muito interessante a aceitação dos pedestres que estavam nas ruas e nos chamou a atenção”, afirmou.
A Marcha saiu do Calçadão e seguiu pela rua Coronel André Ulson Júnior até as ruas Senador Lacerda Franco e Júlio de Mesquita. Antes da marcha um microfone foi disponibilizado no local e, os presentes, gritavam contra qualquer tipo de violência presente em nossa sociedade.
Marcha nasceu no Canadá
A Marcha das Vadias nasceu na cidade de Toronto, no Canadá em 2011. Na época, um policial foi convidado a palestrar sobre segurança pública em uma universidade de Direito e, durante o evento, disse que as mulheres evitariam o estupro se não se vestissem como vadias (em inglês, sluts). Em resposta a essa declaração, milhares de estudantes foram às ruas e formaram a primeira marcha. No mesmo ano, o movimento se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil.
Na região, as cidades de Campinas e São Carlos já participaram do movimento, que acontece pela primeira vez em Araras.
Que pena que a falta de roupa chamou mais a atenção que os motivos para isso… A marcha quis dizer que independente da roupa os estupros acontecem, a maioria deles pelo próprio marido/companheiro da mulher e não por um desconhecido em um beco escuro… Que foi uma marcha pela igualdade (respeitando as diferenças), porque a sociedade machista ensina as mulheres a temer e não os homens a respeitar…
Não é sobre sexo! É sobre VIOLÊNCIA!
Independente é se a roupa ou não, o foco é a violência , em casa, nas ruas, nas escolas, nos consultórios médicos, em locais públicos, entre outros, os abusos acontecem em lugares que ninguém imagina, temos que ter consciência disso: as mulheres precisam impor seus direitos.
Pelo que entendi de (alguns cartazes) sou obrigado a aceitar a minha filha ficar andando com qualquer roupa por ai por exemplo???
Andar quase pelada é isso???
Tem alguns cartazes de demonstra isso!!!
Não é isso que os cartazes dizem! Eles dizem que mesmo que sua filha saia pelada na rua ninguém tem o direito de agredir ou violentá-la. Que se ela sair de Burca ou de shortinhos todos tem que respeitar. Que violentar ou agredir alguém é culpa de quem comete o crime e não da vitima. Você concorda que não se deve violentar uma pessoa independente da roupa que ela vista (ou não vista)?
Entao né…vai colocar um shortinho curtinho e andar de madrugada por ai vai…