Sexta-feira, 30 de Julho de 2010


Procurar no Site

Enquete

Qual área você acha que deveria ser prioridade no governo do novo prefeito de Araras?
Saúde
Educação
Trânsito
Geração de emprego
Segurança

Araras - SP

30/07/2010

Máx: 27°

Mín: 12°

Fonte: CPTEC/INPE

Editorias

Brasil
Casal Estudantil
Edição 2004
Edição 2005
Edição 2006
Edição 2007
Edição 2008
Edição 2009
Charge
Cidade
Editorial
Entrevista
Especial
Esportes
Amador
União São João
Internacional
Novidades
Entrevistas
Matéria Especial
TV
Observatório
Política
Região
Segurança
Tribuna no Bairro

Blogs

Social
Click - Cristiano Leite
Coluna Social
Fábio Daltro
Josi Pinheiro
Bastidores da Bola - Célio Casarin
Bom Dia Esportistas! - Walter Gambini
União na Área - Marcial D’Sanctis
Dedo de Prosa - Milton Triano

26/02/1019h57

A volta dos que não foram

Jornal Tribuna do Povo
reportagem@tribunadopovo.com.br

"A vida a gente meio que manda,meio é mandado”. (Domingos Pellegrini Júnior)

    Havia um programa semanal na extinta rádio Jornal do Brasil do Rio de Janeiro intitulado As dez mais de sua vida, apresentado pelo jornalista Luis Carlos Saroldi.
    O nome do programa dá uma valiosa pista sobre seu conteúdo.
O convidado, que Saroldi levava ao estúdio da JB para relacionar dez composições musicais mais marcantes, ou seja, as que verdadeiramente o haviam sensibilizado, invariavelmente era alguém que os ouvintes conheciam.
Como as exceções não caíram no mundo como um maná, anônimos também eram solicitados a opinar. Motivo pelo qual jornalistas, profissionais liberais e desconhecidos em geral, de vez em quando surfavam nas ondas da simpática emissora de rádio carioca.
Com igual ânimo apresentavam o rescaldo da seleção pessoal e debulhavam curiosas histórias sobre o motivo da escolha, algo muitas vezes mais interessante que a apresentação dos figurões que compõem o selvático mundo intelectual.
Entremeando a apresentação de cada uma das dez mais, a conversa entre apresentador e apresentado rendia um proveitoso, saboroso e instrutivo par de horas.
Os bons programas de rádio sempre são bons companheiros quando a noite começa o processo de metamorfose que fará dela, como uma lagarta que se transforma em borboleta, o dia seguinte.
Donde se pode concluir que As dez mais de sua vida foi para mim durante alguns anos, uma companhia não apenas prazerosa, mas instigante.
Mas não é só com música que podemos fazer o jogo das “dez mais”. Não faz muito tempo, um amigo desafiou-me a elaborar uma relação daqueles que, para mim, foram os dez melhores filmes que assisti.
Custou para sair. Como na vida, sempre fica um de fora.
Livros indispensáveis, restaurantes inigualáveis, peças de teatro fundamentais, atores e atrizes incomparáveis, diretores de cinema insubstituíveis, jogos de futebol memoráveis. Listas do tipo “dez mais” são quase inesgotáveis.
Eu apenas não me aventuro a relacionar as dez viagens inesquecíveis. Por ser avesso a andanças, não tenho como relacionar uma sequer. Além disso, senhor Tolstoi, não conheço sequer a minha aldeia, como haveria então de conhecer o mundo?
Lista, relação, ou coisa que o valha, só dá gosto fazer com coisas que nos dão um retorno agradável. Faz parte da natureza do homem. Ninguém gosta de pensar na desgraça. Vade retro, satanás.
Se alguém, sem mais nem menos, propõe um “vamos fazer a lista das dez notícias mais escabrosas que já recebemos?”, fatalmente receberá como resposta um “vá se roçar mas ostras” mais cantado do que pedra no bingo.
Existem questões que, por suposto, jamais devem ser levantadas. Notícias infaustas fazem parte do rol.
Ontem, o exemplo daquilo que vos falo transitou na telinha ao vivo e em cores.
Um repórter de TV, segurando o microfone como se tivesse na mão o cetro do Reizinho, perguntou a um daqueles gaúchos que acertou os números da megasena, mas não vai levar o prêmio: “foi a pior notícia que você recebeu na vida?”
Como os olhos são inegavelmente o espelho da alma, estou convencido de que assisti a um fuzilamento no horário nobre. O ódio do sem-sorte rasgou como um raio as 29 polegadas do televisor. Juro que tremi.
Confesso que a cena me comoveu. Porque ali estava, desnudado pela rombuda ferramenta tecnológica, alguém que voltou sem nunca ter ido.
Ontem, milionário. Hoje um daqueles miseráveis que John Steinbeck alojou em suas Vinhas da Ira. E, incontinenti, me veio à lembrança a dramática constatação de Albert Camus:
“Só um grande esnobismo espiritual faz com que as pessoas acreditem que podem ser felizes sem dinheiro”.
De verdade mesmo, a vida a gente meio que manda, meio é mandado.
Bom dia!

Marcos Paulo

27/02/2010 14:02:49

Olá, Milton. Como vai? Estou aqui para saudá-lo por me contemplar com o deleite da leitura de seus textos. Creio que deva se lembrar de mim por essas palavras: Química Nas sombras cansadas das árvores envelhecidas Deixo meu olhar vazio Neste tempo parado me perco em semelhanças Sou ainda mais vago, Sinto saudade... As partidas vão me enraizando Fundindo meu sorriso às cascas nesta palidez. Para meu orgulho, certa vez me telefonou parabenizando-me por ela. Estou a procurar aqui no site seu contato "email" para conversarmos mais sobre poesia. Atualmente tenho me dedicado bastante a isso, mantenho um blog com meus escritos e com escritos que admiro. Espero podermos conversar mais sobre, através do email que lhe deixo no preenchimento desse comentário. Busco conhecer os escritores ararenses para publicá-los em meu blog, que já tem uma frequência significante de visitantes. Bom, aguardo seu contato. Muitíssimo obrigado pela atenção. Abraço, Marcos Paulo

Nome
Obrigatório
e-mail
Não será divulgado
Mensagem
Apenas para efeito de confirmação, digite em minúsculo na caixa de texto, as letras que aparecem na figura abaixo.



© Copyright Tribuna do Povoe & WOOPI Newstream. Todos os direitos reservados:

| História | Publicidade | Assinaturas | Fale Conosco | Rss 
Atualize seu Navegador