Araras, 28 de julho de 2017

A paixão pelo Rap reúne jovens e adultos em uma batalha de musicalidade e poesia. Inspirada na Rinha de MC´s, criada em 2006 pelo... Batalha de versos dos poetas do Rap
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Artistas ararenses do Rap buscam vencer preconceito e enfatizam que o movimento prega o direito dos cidadãos
(Crédito: Luciano Borges da Silva)

A paixão pelo Rap reúne jovens e adultos em uma batalha de musicalidade e poesia. Inspirada na Rinha de MC´s, criada em 2006 pelo rapper Criolo e DJ DanDan na periferia da capital paulista, a Batalha do CEU de Araras celebra a arte e a cultura de rua. A segunda edição será no próximo sábado (20), às 18h00.

Ao contrário do que pensa o senso comum, o Rap não faz apologia ao uso de drogas e nem à criminalidade, menos ainda ao preconceito de qualquer natureza. Ao contrário, seus versos são fortes, pois mostram a realidade das periferias. Porém, pregam o fim da desigualdade e o direito do cidadão. “O Rap tem versos que um governante talvez não goste de ouvir”, afirma João Paulo – o MC JP – seu nome de batalha.

MC JP conta que descobriu o talento para a música na adolescência. “Eu criava e cantava versos para a minha mãe enquanto ela varria ou limpava a casa. Depois, criei versos olhando para a parede e espelho”. A coragem para propagar seu talento apareceu aos 17 anos, quando participou da primeira batalha da sua vida em São João da Boa Vista.

A batalha ou rinha surgiu nos Estados Unidos e se propagou rapidamente. O movimento consiste na presença de MC´s (mestres de cerimônia) que criam canções do Rap de forma instantânea – na cultura de rua, a batalha é conhecida também como freestyle. Hoje aos 21 anos, JP segue com suas composições e ao seu lado estão outros MC´s como Paulo de Oliveira (MC PJ), Wesley Guilherme (MC 2X) e Michael Douglas – o MC Maykão.

Em entrevista para Tribuna no Bairro, os MC´s explicaram que durante a batalha os participantes competem para saber quem tem mais dicção, rapidez e criatividade para criar rimas e canções. É preciso encaixar música improvisada na hora junto com a batida (instrumental) e intimar o adversário. Vence quem tem a melhor musicalidade.

Assim como os demais, JP afirma que o movimento ainda sofre com preconceitos, mas enfatiza que o verdadeiro Rap tem sua ideologia. “O conceito do Rap, Hip Hop é o conceito da vida e ele começou com objetivo de tirar os menores da criminalidade. As letras defendem direitos de todos os cidadãos brasileiros. Infelizmente, o que os brasileiros consomem na música hoje não tem ingrediente para a vida”, finaliza JP.

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Tiago Penteado Repórter de Segurança, Meio Ambiente e Tribuna no Bairro.

Contato: tiago@tribunadopovo.com.br