Araras, 24 de julho de 2017

O presidente da República Michel Temer realizou pronunciamento na tarde de quinta-feira (18) e chegou a dizer que essa semana viveu o melhor e... Acusado de dar aval para comprar silêncio de Cunha, presidente da República não vai renunciar
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O presidente Michel Temer fez pronunciamento no Palácio do Planalto na quinta-feira e negou que vá renunciar ao cargo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da República Michel Temer realizou pronunciamento na tarde de quinta-feira (18) e chegou a dizer que essa semana viveu o melhor e o pior momento de seu governo. Esperava-se que o presidente renunciasse ao cargo, mas Temer garantiu que não tem a pretensão de sair da presidência. Ele ainda reforçou que “em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado” e disse que não comprou o silêncio de ninguém. Temer ainda disse que não precisa de cargo público e foro especial e que vai se defender no Supremo. “Não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos”, disse ele.

Temer vive o mais conturbado momento de seu governo essa semana. Na noite de quarta-feira (18) o Jornal O Globo divulgou que o dono da JBS, Joesley Batista, afirmou à PGR (Procuradoria-Geral da República) que o presidente Michel Temer (PMDB) deu aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e do operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato. A informação divulgada inicialmente pelo jornal O Globo foi republicada pelos principais veículos de comunicação do país.

As informações fazem parte de uma delação de Joesley que ainda não foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O depoimento do empresário foi dado à PGR em abril. Joesley disse ter contado a Temer que estava pagando a Cunha e Funaro para ficarem calados. O presidente, segundo o empresário, responde: “Tem que manter isso, viu?”. Segundo o jornal, a conversa entre Joesley e Temer teria acontecido no dia 7 de março no Palácio do Planalto. O empresário teria gravado a conversa com um gravador escondido.

Apesar de negar atos criminosos, o presidente da República será investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria-Geral da República. Com a decisão de Fachin, Temer passa formalmente à condição de investigado na Operação Lava Jato.

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Denny Siviero

denny@tribunadopovo.com.br