Acusada de ser mandante do assassinato de gerente morto em 2007 vai a júri esta semana

Mais de quatro anos depois, o assassinato do gerente comercial Wagner Rogério Rodrigues Meira, 34, voltará a movimentar o Fórum de Araras. É que a suposta mandante do crime, Adriana Aparecida Carloni Meira, então mulher da vítima, será julgada nesta quinta-feira (5), no Fórum de Araras. Ele foi morto com tiro na nuca, em 27 de dezembro de 2007, durante um assalto à residência do casal, que depois foi descoberto pela polícia como possivelmente encomendado pela própria esposa. O crime foi na rua Dona Regina, onde funcionava a antiga lanchonete Nilo Lanches.
Desde junho de 2008, ela cumpre prisão preventiva na cadeia feminina de Rio Claro, após pedido feito na época pela Polícia Civil de Araras, que depois de ouvir testemunhas e cruzar informações telefônicas, passou a tê-la como principal suspeita de ter sido a mandante do crime, que a princípio foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte). O acusado de ter sido o executor do disparo que atingiu a nuca de Meira, Nivaldo Batista Nascimento, foi preso no Mato Grosso e está na cadeia de Americana, mas ainda não tem julgamento agendado.

Relembre o caso
Segundo o Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar, a esposa de Wagner, Adriana Aparecida Carloni Meira, chegava em casa por volta das 21h30 quando, ao abrir o portão eletrônico, foi surpreendida por três bandidos armados e encapuzados. Em seguida, eles teriam ordenado que ela saísse do veículo e entrasse na casa, onde ficou sob a mira de um dos assaltantes. Os outros dois subiram até a cozinha, no andar superior, e renderam o gerente.
Adriana foi colocada em um dos quartos e trancada. Na época, relatou à polícia que houve discussão entre o marido e os bandidos e, em seguida, dois disparos de arma de fogo teriam sido efetuados. Após os tiros, ela disse ter escutado barulho na loja, que pertence à família e fica em frente à residência. Os bandidos teriam fugido com o carro da família, que foi encontrado horas depois, estacionado na avenida Presidente Vargas, no José Ometto. Com medo, ela disse que permaneceu por um tempo no quarto e só depois procurou socorro.
A mulher chamou a Polícia Militar e só então teria sido informada que o marido havia sido baleado. Ele foi encontrado caído no chão da cozinha, de bruços, com as mãos amarradas, amordaçado e com um tiro na nuca. Wagner ainda chegou a ser socorrido por uma ambulância do Samu, mas morreu a caminho do Hospital São Luiz.

Investigações apontaram participação da mulher
Da casa, os bandidos haviam levado, além do carro, R$ 4.800 em dinheiro, cheques, roupas, aparelho de som, video game e um televisor. No entanto as vistorias realizadas na época por peritos do Instituto de Criminalística e por investigadores da Polícia Civil encontraram as roupas apenas dobradas sobre a cama e os criados não estavam vasculhados, como geralmente ocorre nos assaltos.
Mas as principais provas de envolvimento foram conseguidas através da quebra do sigilo telefônico. “Nós descobrimos que no horário em que ocorreu o crime, ela fez uma ligação do seu celular e recebeu outra e nenhuma destas ligações foi para a polícia, e houve outras ligações que também indicam sua participação”, dizia o delegado titular Sydney Sully Urbach, em entrevista à Tribuna há quatro anos.
Segundo a polícia informou na época, os motivos principais teriam sido problemas no relacionamento e também por causa de bens do casal. “Ela contratou pelo menos duas pessoas para executá-lo, inclusive teria ido com os assassinos até a casa e pelo que nós apuramos, os motivos teriam sido por problemas de relacionamento com o marido e por causas de bens patrimoniais”, disse.
Outro fato que chamou a atenção dos policiais foi ela ter acionado a Polícia Militar depois da meia noite do seu telefone fixo. O que se questiona é o porque dela não ter ligado para a policia do seu telefone celular, já que durante o ocorrido ela estava com o mesmo.

Compartilhe

Por em 3 de julho de 2012. Arquivado em Destaques,Segurança. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta notícia através do RSS 2.0. Both comments and pings are currently closed.

4 Comentários

  1. FABIANO DO NASCIMENTO disse:

    lamentavel ele se foi e não volta mais já ela somando já oque compriu no maximo em 2anos ta na rua infelismente

  2. luciana carloni disse:

    tenho nojo e indignaçao de vcs jornalistas, q só ouvem um lado. tudo q escutam colocam mo jornal tentando defamar uma pessoa. vcs não sabem de nada sobre esse caso, foi uma covardia , uma armaçao muito grande de pessoas perigosas contra a adriana
    por q não fizeram uma pericia e uma investigaçao legal….. ela é inocente , sempre foi e sempre será, e não tinha motivo nenhum pra fazer isso
    nunca teve problema no relacionamento e pior ainda, mandar matar por causa de bens?
    coitada, ele deixou foi muita divida pra ela pagra, não tinha nem carro , era tudo financiado
    da proxima vez me procure pra escutar as duas partes…..ela é inocenteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

  3. Capitu disse:

    Inocente uma ova,ela premeditou tudo, mais Deus ja fez justiça, pegou 21 anos de prisão, ela é a perigosa, mais esta no xadrex, não,pensou nem no próprio filho que ficaria sem Pai.

    • luciana carloni disse:

      capitu, infelizmente vc esta muito mal informada. ela não premeditou nada, e por favor não coloque o filho nesses comentarios, vcs q não eram da familia não sabem de nada o q acontecia, tudo q sabem é o q os comentarios maldosos falam. ela caiu numa cilada muito bem armada, e mesmo q ela tenha sido condenada, ela vai recorrer e provar sua inocencia, mas não pra vcs fofoqueiros e maldosos, e sim pra ela mesma…..ela é inocenteeeeeeee, nunca teve motivos pra fazer isso com aquele ingrato do marido dela, nós a apoiamos e sempre iremos apoia-la em tudo, pois ela é inocente