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Fonte: CPTEC/INPE
20/07/2010 05h00
Um menino de apenas dois anos e oito meses morreu no último dia 17 de pneumonia, segundo documentos legais do caso e a família procurou ontem a Polícia Civil para reclamar de suposta negligência médica em relação à criança.
O garoto, morador do Parque Tiradentes, teria passado no dia 15 pelo Pronto Atendimento do Hospital Municipal Elisa Sbrissa Franchozza, na zona leste da cidade. Acompanhado dos pais, ele estaria sofrendo de uma crise de bronquite. Os médicos teriam prescrito antialérgicos e também uma inalação, que teriam sido administrados em casa.
No dia 17 o garoto piorou e a mãe o teria levado novamente ao hospital, onde teria chegado com febre alta, vômitos e tosse. O menino teria então recebido medicação para baixar a febre e cortar os vômitos e também para reidratação. Depois de algumas horas em observação teria sido liberado com receitas de vários medicamentos para continuar o tratamento em casa.
Segundo a Polícia Civil, a mãe do menino relata que não teria comprado os remédios prescritos porque a farmácia já estaria fechada e ela então teria decidido deixar para fazer a compra na manhã seguinte.
Por volta de 3h da manhã, a família acionou o Samu que enviou uma equipe até a casa da família, constatando que o menino estava numa cama, já sem vida e apresentando rigidez cadavérica.
O hospital da zona leste não está preparado para atender casos considerados de alta complexidade. Normalmente a unidade faz o primeiro atendimento ao paciente e o encaminha, conforme o caso, ao Hospital São Luiz.
Segundo a Polícia Civil, já foram apreendidas cópias de receitas e documentos que comprovariam que o hospital, em princípio, diagnosticou e medicou corretamente os problemas da criança, que precisava continuar com a medicação mesmo após deixar a unidade para que seu quadro evoluísse satisfatoriamente. Já os pais questionam a liberação do garoto, que na opinião deles estaria precisando de cuidados mais intensos e não poderia ter sido mandado para casa.
O caso foi registrado como "homicídio culposo" a ser apurado. Procurada ontem à tarde pela reportagem, a Prefeitura, que administra o hospital da zona leste. Através da Secretaria Municipal de Comunicação Social, o secretário municipal de Saúde Roberto Chapola disse que "já foram tomadas providencias para que seja apurado se houve ou não alguma falha no atendimento e irá se manifestar quando tiver um parecer sobre o caso".
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