Cerimonia acontece a partir das 8h30
Divulgação
30/01/2010 05h00
Cortejo Águas de Oxalá acontece nesse domingo
Renata Meneghin
renata@tribunadopovo.com.br
O cortejo Águas de Oxalá que acontece nesse domingo, a partir das 8h30, resgata a cultura africana, mostrando um pouco sobre as tradições do candomblé.
O evento tem início no Calçadão, onde haverá concentração dos religiosos e participantes. De lá, eles seguem pelas ruas da região central da cidade rumo à Igreja de Santa Cruz.
Um dos pontos altos é a lavagem da escadaria do local e também dos arredores da capela. O ritual representa a purificação.
“As pessoas que estiverem presentes também podem se lavar na água de cheiro, renovando a energia, o axé, para esse ano”, explica Eduardo Leite, o babalorixá Eduardo Ty Osogiyan.
Membro da organização do evento, ele conta que, quem quiser, também pode levar um pouco do líquido para casa – o mesmo acontece com as vassouras e flores utilizadas na cerimônia.
“Não usamos as mesmas peças de um ano para o outro. Há todo um ritual de preparação desses objetos”, comenta.
Segundo o babalorixa, o cortejo faz alusão à tradicional cerimônia das Águas de Oxalá, que só pode ser realizada nos terreiros de candomblé.
“O nome é uma referência, mas são rituais diferentes. O cortejo de Araras tem como objetivo mostrar um pouco mais sobre as tradições religiosas africanas e também remete à lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, na Bahia”, acrescenta.
Essa é a 16ª edição do cortejo, que foi retomado em 2007 e, desde então, vem acontecendo anualmente. A cerimônia é gratuita e aberta a toda a população da cidade.
Além do babalorixa Eduardo, a comissão organizadora desse ano conta também com a yalorixa Rosa da Oyaciy e Neuza Maria Pereira Lima, e apoio da ONG Somos, que organizou a 1ª Parada Gay de Araras esse ano.
Comemorações
Depois do cortejo, a partir das 12h, haverá confraternização na Casa da Cultura com área de alimentação, roda de samba com o grupo Oficina do Samba e exposição de artesanato.
“Além disso, estaremos lá também para esclarecer dúvidas sobre o candomblé ou eventuais perguntas que surgirem durante o cortejo”, completa o babalorixa.
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